Documento
Código
MCP-MPF-RJO-I0015
Título
Estado de São Paulo- Recorte de jornal
Descrição
Na imagem temos o relato de uma pessoa contando sobre a opinião do vigário da Paróquia no processo de restauração da Igreja.
Os moradores salvam a igreja
Sem nenhuma ajuda governamental ou mesmo da Cúria Metropolitana, os moradores do bairro da Penha recuperaram a igreja da padroeira do Município de São Paulo. - Nossa Senhora da Penha. As velhas paredes de taipa de pilão, erguidas há mais de 300 anos, continuam sólidas, mas as partes de concreto que à igreja foram acrescentadas para a construção da nova torre não resistiram à ação do tempo nem ao trânsito intenso à sua volta e ameaçavam desabar.
O vigário da paróquia não pretendia a restauração da velha igreja, sob a alegação de que ela se tornara "inadequada à oração", como se para rezar e falar a Deus fosse preciso um lugar especial, o que seria, sem dúvida, uma negação das qualidades de onipresença e onisciência de Deus. A Cúria Metropolitana também não revelou maior interesse na restauração do velho tempo, até porque se dizia que ele perdera o valor arquitetônico. "Por essa razão - afirmava o padre Carlos de Souza Calazans - o dinheiro necessário para a reforma, se existisse, deveria ser destinado às obras sociais". Os velhos moradores da Penha não concordaram e mobilizaram-se em defesa da igreja, construída no século XVII, e a recuperaram para a memória da cidade de São Paulo. No processo mesmo da mobilização começaram a se cotizar e angariar fundos para a restauração do templo, construído pelo padre Jacintho Nunes, conforme assegura o jornalista e historiador Hélio Damante. No trabalho de restaruração da igreja foram gastos Cr$ 20 milhões dos quais os moradores do bairro devem, ainda Cr$ 8 milhões. Da Prefeitura do Município de São Paulo os moradores só receberam multas, e a Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbana, que só há menos de um mês concedeu o alvará de reforma, está exigindo pelo menos, nada menos de Cr$ 722 mil, que o presidente da Comissão de Restauração, Marcos Angonio Lacava, se recusa a pagar por ter dívidas mais importantes para saldar. Lacava vai mais longe em sua tomada de posição contra as multas que foram aplicadas à igreja em decorrência das reformas só agora autorizadas. Ele se apóia em um decreto-lei do primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, que isenta igrejas e templos do pagamento de qualquer emolumento. Mas não importam, agora, as dificuldades vencidas, sobretudo porque as que ainda estão por vencer são bem menores. O importante mesmo é que a Igreja da Penha onde está construído o primeiro ossário de São Paulo, foi reconstruída pela população do bairro e não mais será riscada da memória histórica de São Paulo. Legenda: A parede reconstruída após um ano. Fotos Alfredo Rizzutti.
Há uma segunda reportagem abaixo, sem data.
Penha reabre a igreja e começa outra luta. Sidnei Maschio.
Os fiéis da Penha lutam mais cinco anos contra a Cúria e a prefeitura, que queriam demolir a igreja da padroeira do bairro, e ontem, no dia da santa, ela foi reaberta e reconstruída parcialmente pelos próprios devotos. Agora vai começar... [corte] cessários mais Cr$ 8 milhões para concluir a reforma. Por isso, as campanhas devem continuar e não há previsão para o término da obra. O presidente da Comissão garante que se tivesse dinheiro, cinco meses seriam suficientes, e apela à população do bairro e de toda cidade para que continua fazendo doações nas cai-[corte]
Formato do arquivo
JPG
Logradouro
Rua Santo Afonso, 199
Bairro
Penha de França
Década Estimada
1980
Ano Estimado
1982
Assunto
Religiosidade
Colorida/PB
PB
Localização Original
reforma-1983
Título Original
est-9-9-82
Usuário Editor
Lorrane Campos
Data de Registro no Sistema
outubro, 2021
Gênero Documental
Fotografia
Autor/Fotógrafo
Alfredo Rizzutti
Proveniência
Memorial Penha de França
Custódia
Movimento Cultural Penha
Forma de Incorporação
Doação
Possui interferência na edição?
Não
Dimensões
1374x3366
Tamanho do arquivo
1062KB
